Data 02/06/2016
Bacia leiteira e o panorama atual.

Problemas climáticos no período de formação das pastagens de inverno, preços baixos no ano de 2015 e concorrência com culturas mais rentáveis como soja e milho estão reduzindo a produção de Leite do RS, a segunda maior bacia leiteira do pais. Isso tudo deve manter os preços sustentados em nível nacional, isso porque a produção do Sul costuma amenizar a escassez durante a entressafra do Sudeste e Centro-Oeste, situação que está mais grave neste ano.  A estimativa da produção gaúcha no acumulado até Maio é de 20% menor que no mesmo período em 2015. Os volumes de Junho e Julho também devem permanecer abaixo do normal. Dentro desse quadro os preços aos produtores não acompanham o aumento dos custos há dois anos, e a tendência deve persistir nos próximos meses. O preço de referência do produto padrão foi de R$0,9886 por litro em Abril e deve avançar para R$ 1,0091 por litro em Maio, porém ainda está abaixo da média de produção no segundo trimestre e a dificuldade deve se manter no terceiro trimestre também. O desestímulo gerado pela redução (deflacionada pelo IGP-M) de 9,7% nos preços médios ao produtor em 2015, somando-se à alta dos custos com insumos como fertilizantes, também o milho e farelo de soja soma-se ao preço da ração usado no gado leiteiro e agrava a situação. Outra questão importante são as áreas de pastagens plantadas em Abril deste ano que enfrentam escassez de chuvas em algumas regiões e excesso em outras, além da perda de espaço para outras culturas. Na ponta final o preço ao consumidor teve alta no leite UHT nos supermercados gaúchos, chegando a 30% desde o início do ano. 

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